quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



Numa era onde a escrita já não é o que era, onde a caneta de tinta da china, a caneta de bico, a esferográfica e o lápis são cada vez menos o elemento-chave. Onde a folha de um velho caderno, serve cada vez menos para dar asas à expressão do espirito. Onde o computador pessoal se afirma cada vez mais como principal agente de elaboração e até de dissiminação, fez-me pensar e divagar no porquê desta minha opção por deixar escrito o que penso, num espaço de acesso não restrito.

Hoje, ou ontem, consoante a noção de dia que queiramos adoptar, visto já ser mais hoje do que ontem agora que vos escrevo, uma certa garota que adoro, disse algo como "[...] escreves bem. mas não tento inferir coisas do que escreves [...]". A tal afirmação só posso responder que uma "cortina" se for fina, não tem necessariamente de tapar toda a luz do Sol, e funciona apenas como um filtro, contra a luz ou contra a "cusquice" alheia. E como qualquer outra cortina, só está fechada quando, ou para quem queremos. Quem não abre uma cortina de sua casa para entrar a luz e o calor do Sol, ou a curiosidade de um amigo (ou até a de quatro delas se for o caso =p )? Eu abro com bastante prazer até.

Vejamos então o que move as pás deste moinho que é a minha imaginação.

Julgo que a principal causa provém do facto de a capacidade de escrever eloquentemente poder ser uma "arma" extremamente poderosa, capaz de deleitar ou comover quem lê e de dominar e empolgar quem me segue assiduamente. A escrita é uma forma de expressar organizadamente os pensamentos, escrevendo, apagando e reescrevendo, dando-me a conhecer a mim e às minhas ideias, pensamentos e sentimentos de uma forma não muito directa.

Fico-me por estas linhas por hoje, deixando a ideia de que, por norma, cada post meu faz referência a um(a) amigo(a) distinto. de uma forma mais ou menos directa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


Era uma vez um menino, pequeno e inocente, que brincava todos os finais de tarde num pequeno jardim perto de sua casa, acompanhado sempre de perto pelo seu protector avô. Mas exemplo de que nem sempre os que nos amam e que amamos conseguem evitar que nos magoemos, o menino caiu, junto aos pés do seu avô.
Uma pequena esfoladela, foi o resultado. Um pequeno choro de quem pede atenção e mimo surge e o babado avô apressa-se a pegar nele ao colo. Choroso e mimoso, o pequeno pergunta:
- Avô, porque caímos?
O senhor, com um sorriso nos lábios e com uma imensa calma, responde simplesmente:

- Meu querido, nós caímos apenas para podermos aprender a como nos levantar...
Resposta directa, que o pequeno aceitou sem qualquer interrogação, afinal era o seu avô, aquele senhor de cabelos brancos que lho dizia. Para ele era o suficiente.
Que responderiamos nós? Eu, como homem das Físicas, poderia recorrer às experimentações de Isaac Newton para o fazer, afirmar que tudo se poderia explicar pelo simples facto de existir no Universo, uma força tal, que estabelece entre os corpos que o compõe uma atracção mútua, função da sua massa e da distância que separa esses corpos.
Mas vejamos que piada tem esta resposta. Diria eu que é enfadonha e técnica. Acabo por preferir a concisa resposta que o velho senhor deu ao pequeno. Para mim é suficiente=)
Fui feito para tombar, para que do tombo venha um reerguer. E por muito que caia, por muito que tombe, por muito que me façam cair, cá estarei, de novo erguido para que possam tentar de novo, até que um dia, quem o tente acabe por perder!!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Reatar...

Da definição, vem:
Reatar:
v. tr.,
atar de novo;
ligar com reataduras;
prosseguir após interrupção;
restabelecer.
É esta a definição que vem do diccionário, definição simples de um termo também simples.
Afinal, quem não sabe definir facilmente o que significa reatar? Provavelmente sabemo-lo todos, não? No entanto, quando reatamos algo no nosso mundo, seja uma amizade, um amor, um projecto, um sonho, qualquer coisa importante, não conseguimos definir tão facilmente o que sentimos. Mas, normalmente vai de "bom" a "espectacular"...
Hmm, vejamos o caso simples de um atacador de sapato. Começa o dia, calçamos o sapatinho e amarramo-lo, correcto? Correctissimo diria eu... Se, por alguma razão o mesmo se "desatar" pode acontecer uma de duas coisas: ou vai desatado até ao destino sem precalços, ou trincamo-lo e estatelamo-nos com a "fronha" no chão. Logo, ou não tinha importância e conseguimos chegar ao destino ou, caso contrário, convém "reatar" o atacador antes de seguir viagem.
Uma amizade "desatada" pode, sem dúvida, ser o tipo de atacador que nos faz cair, quando devia estar "atada", garantindo que tal não sucedia.
Toda esta história só para chegar a uma pequena conclusão: "Amizade "reatada", trambulhão evitado...!".
PS: Por vezes fico agradavelmente impressionado com o meu brilhantismo.
PS2: Sim, és a maior!=)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ISTo sim...


Viver em Lisboa e estudar no Técnico é um tal acumular de novas experiências.
Vejamos o caso de ver o raiar de um sol que nasce, espelhado nas fachadas envidraças do imponente edifício da Caixa Geral de Depósitos. O que me proporcionaria tal visão que não uma sempre agradável directa de trabalho no IST? Provavelmente não chegaria a ver o tom avermelhado que o vidro pode tomar, quando exposto a ténues raios solares... E afinal de contas, que mal advém de uma ou outra olheira gigante? Aqui é sempre a pensar em nós e na forma como nos fazer passar por novas experiências.
É ou não verdade, que depois de a coisa ser exposta, numa "prosa airosa" que alguém diz que gosta, toma contornos de algo aprazível de ser repetido? Obrigado Técnico pelo que nos dás!

domingo, 16 de novembro de 2008

Bem, cá estou eu, regressado de latadas e de época de frequências. Melhor do que nunca, com uma vitalidade estonteante...vá, a vitalidade só amanha que hoje não trago a Força cmg...

É após uma super noite de Bairro, cheia de vinho de mesa e dentes pretos, de "super" músicas e caras bonitas, de um Maurinho que parecia mas não era, de outro que pensa que não mas que asno é, que vos volto a escrever numa prosa toda airosa, aquilo que me corre na alma. Sim, porque hoje corre lento,mas corre...

Desde coisas azuis e rosas, penduradas em árvores sem folha, a rosetas formosas, de patos sem lingua a coisas do outro mundo, foi uma noite agradável IST+BTP+ESD(mesmo sabendo que "curso de dança?Isso não existe"Super miguee-él..lalalala la laaaaa"). A repetir o coração em forma de espiral! Lamento, mas a minha airosa prosa hj está limitada e não consigo reproduzir algo como iogurtes em vinha d'alhos...=/ bjo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ruivo é uma cor?

Bem com o que se passou ontem, acabei por não escrever nada sobre o tão afamado Arraial do Caloiro, do IST. Num ano em que retornou ao lugar que é seu por direito, pode dizer-se que, para mim, foi uma agradável surpresa.
Como sempre, a noite começa em casa de um de nós. Desta feita, na primeira noite, o anfitrião foi o nosso fantástico "quintanista", Monitis! Claro que a noite só assim já prometia, mas ainda melhorou! Alguém decidiu cumprir a promessa de ir comigo para o Arraial, e assim foi. Noite "fantabulástica", já tinha saudades tuas!!
Bem, verdade é que no fim de contas me soube a muito muito pouco, mas foi o que deu... Foi óptimo tar contigo e com a minha malta! Sim, porque a minha malta é fantástica! Quem diria que a noite ia acabar de manhã, na estação de autocarros do Campo Grande, hein?! Só tu para me fazer pensar e tal coisa...Numa palavra diria: ADOREI!!
O segundo dia de Arraial por seu lado, foi ligeiramente menos intenso. Menos gente. Mais frio. Mais gente que não foi, porque a "azia" de quem perde um derby é sempre tramada. Mas valeu a pena também. Tudo começou em casa do genial Party Boy, com um Benfica à Benfica como aperitivo. Resultado da noite.........QUEIXOS PARTIDOS!!!LOOOOOOL
Conclusão, outro fim-de-semana fantástico. Seguem-se tempos de insISTência daqui por diante, ficou o gostinho na boca!=)

Dualidades...

É um facto, que todos nós meros mortais, estamos bem cientes do destino final que nos foi traçado à nascença. É o triste fado de quem tem o prazer de se sentir vivo um dia... Há que aproveitar todos os dias que nos concederam, lamentando-nos menos, aproveitando o dobro...
Hoje não venho escrever sobre novas desventuras, aventuras ou idiotices. Hoje escrevo porque é sempre triste ver um "avô" partir, ainda que não o nosso.
É verdade que ainda não senti a dor da perda de um avô, felizmente, mas alguém que adoro viu hoje partir uma referência da sua vida.
Um avô é sempre um avô, diferente de um pai, de um tio ou de outra qualquer pessoa. É sempre aquele velhote porreiro que em tempos nos sentava ao seu colo para nos contar uma história, babando-se com o desabrochar de uma geração que dele provêm. Que nos levou a passear nos jardins, a dar milho aos pombos. Que nos construiu modelos à escala com as suas próprias mãos. Que nos deixa, agora que seguimos o mesmo futuro profissional, a sua antiga biblioteca, com aquele brilho nos olhos de quem se sente realizado e orgulhoso...Aquela pessoa que conseguia dormir em pé encostado a uma porta, que nos levava aos touros ou à sua bem tratada horta e pomar. Que nos mostra orgulhosamente as fotos de família...
Enfim, por tudo isto, um avô é uma personagem incontornável na nossa formação, da nossa meninice e do nosso futuro como pessoas. Não sei o que é sentir a dor da sua perda ainda, mas imagino o buraco tremendo que surge e que não chegará concerteza a ser preenchido.


Minha querida, imaginando que o teu avô terá feito coisas tão ou mais especiais do que os meus dois fizeram por mim, lamento tremendamente a tua perda. Nunca é fácil dizer alguma coisa que conforte essa dor, como tal, não o vou fazer esperando não ser preciso. Pessoas especiais, merecem sortes especiais. Espero apenas que realmente exista o tal lugar especial e calmo para onde todos os avós do mundo vão quando nos deixarem...


QUE ALGUÉM TRATE DELES, TÃO BEM COMO ELES NOS TRATARAM A NÓS!!!



segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Nada mal...

Bem, depois de um fim-de-semana conturbado, cá estou eu de volta para deixar uns pequenos apontamentos sobre o que de mais significativo se passou...

Parece que o filho pródigo retornou a casa, o Arraial voltou à casa que é sua por direito e eu estava lá!! Foi como "jogar em casa".
Vejamos...Para primeira "participação" em tão reconhecido evento, as espectativas não foram de forma alguma defraudadas, atrever-me-ia a dizer até que foram superadas... Soube bem poder fazer a festa em Lisboa com a malta de sempre. Soube muito bem ver tanta gente conhecida, "furar" a multidão e cumprimentar dezenas de pessoas, falar com bastantes também, enfim...uma experiência a repetir sem dúvida!

Mas nem tudo foram rosas...As desventuras no metro prosseguem e intensificam-se. Desta vez, digamos que entrei na estação por uma entrada que não é costume...resultado?! Todo trocado outra vez...=) Segui no sentido contrário, lá tive de sair e voltar para trás... Não satisfeito, resolvi não sair na estação que devia...resultado?! Fui sair duas estações depois, para voltar para trás e encontrar-me com quem esperava por mim...resultado?! Esse alguém obvimente que se fartou de gozar com o meu "passeio de metro"...! Por fim lá seguimos o nosso caminho sem mais aventuras, tendo como destino o Parque das Nações e a Mega Festa do Caloiro (outra muito aprazivel experiência)...resultado?! Sem comentários!

Mas o melhor esteve reservado para o primeiro dia do arraial, sem dúvida... Há mesmo pessoas que nos fazem falta, que nos completam...Podemos sair de um lado, para um outro novo, ter com os amigos de sempre, experimentar imensa coisa nova, conhecer gente nova, mas teremos deixado para trás pessoas fantásticas...Não há nada como estar com certas pessoas, rir como uns perdidos, ter a sua cabeça no nosso ombro, dizer disparates, apresentar-lhes os nossos amigos, apanhar frio às 6:30 da manha por sua causa...foi à dois dias e já tenho saudades! É o destino traçado de um qualquer açoriano, que na busca de uma formação superior, de um título e de um canudo, tem de andar de um lado para o outro. Para quê queixar-me? É aproveitar esses momentos fantásticos e pronto...

Bem meu caros, deste fim-de-semana coisas ficarão por contar porque tive a infeliz ideia de dar a conhecer à minha querida progenitora este espaço de culto, que tanta gente já visita...Por tal descuido, peço perdão!=)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Está vISTo que não será a última vez...

E cá estou eu de novo, escrevendo neste que se prevê ser um futuro espaço de culto. A novidade de hoje, é estar a fazê-lo pela primeira vez de Odivelas, do "refúgio de fim-de-semana".

Podia contar um pouco do meu dia, mas a tarefa de quem lê-se tornar-se-ia enfadonha e desinteressante. Assim sendo, abordarei outra peripécia minha na descoberta de Lisboa. Não é que me troquei todo outra vez na merda do metro?! Pois é...lá fui eu entrar na carruagem no sentido contrário áquele que desejava seguir. Enfim, nada de extraordinário, toca a sair na estação seguinte e voltar para trás. Mas não satisfeito, e com a intenção de me encontrar com minha rica tia e avó na Av. da Liberdade, não é que voltei a trocar-me todo e a sair do metro pelo lado errado?! Fantástico...! Uma experiência enriquecedora sem dúvida, para fazer jus ao título do blog.=)

Por hoje fico-me por aqui. Digamos que numa de escrever qualquer coisita.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ISTo vai ser bonito...!

Bem, parece que finalmente aconteceu, sou mais um açoriano "perdido" em Lisboa...

Após alguns precalços e outros tantos calafrios, cá estou eu, em fase de exploração desta selva urbana em que se tornou a nossa capital. É certo que ainda é cedo para poder fazer uma análise muito profunda sobre as minhas primeiras impressões, mas aqui deixo umas ideias...

Lisboa é uma cidade suja, desorganizada e com gente desconfiada. Cinzenta e barulhenta. Uma miscelania de raças e etnias, línguas e dialectos. Um pequeno mundo caótico, onde ninguém se importa com aquele que a seu lado passa, onde um semáforo amarelo tem um significado diferente, onde o vermelho não é para parar...

Engane-se quem das minhas palavras anteriores depreende que estou desapontado...Não é de todo mau passar na rua e não saberem "Ah aquele q ali vai é filho de A, neto de B e namorado de C...". O Bairro sujo e "mijado" tem a sua graça, a Alameda é velha a cair e a Almirante Reis mete respeito à noite, mas anseio por conhecer algo mais de Lisboa, acima de tudo estou onde queria estar, com os velhos amigos de quem aprendi a gostar...

Um Açoriano em Lisboa.