terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nesta Selva Urbana...


São caminhos sem fim, que se cruzam incessantemente, que conseguem desprover esta terra de vida. São as estradas de asfalto negro, ladeadas de paredes altas, que nos levam, num ziguezague constante, às entranhas desta inóspita selva urbana.
Este lugar geográfico, onde as sombras espreitam, prontas para tomar o lugar do Sol. Onde a riqueza e a pobreza coabitam de costas voltadas, ignorando-se e desprezando-se. Onde a Cultura e a Educação assistem, ao descalabro leviano que tomou de assalto um povo, pobre em moral e valores.
Lugar ermo, onde os que se pautam por valores morais, são membros de uma "velha guarda" esquecida e que se quer ignorada e sublevada a um papel secundário pelo poder instalado.
Volta Verde, estás perdoado, e trás contigo o Sol. Trás de volta a harmonia e o espírito da Terra.

(in, Palavras e um homem qualquer)