
Numa era onde a escrita já não é o que era, onde a caneta de tinta da china, a caneta de bico, a esferográfica e o lápis são cada vez menos o elemento-chave. Onde a folha de um velho caderno, serve cada vez menos para dar asas à expressão do espirito. Onde o computador pessoal se afirma cada vez mais como principal agente de elaboração e até de dissiminação, fez-me pensar e divagar no porquê desta minha opção por deixar escrito o que penso, num espaço de acesso não restrito.
Hoje, ou ontem, consoante a noção de dia que queiramos adoptar, visto já ser mais hoje do que ontem agora que vos escrevo, uma certa garota que adoro, disse algo como "[...] escreves bem. mas não tento inferir coisas do que escreves [...]". A tal afirmação só posso responder que uma "cortina" se for fina, não tem necessariamente de tapar toda a luz do Sol, e funciona apenas como um filtro, contra a luz ou contra a "cusquice" alheia. E como qualquer outra cortina, só está fechada quando, ou para quem queremos. Quem não abre uma cortina de sua casa para entrar a luz e o calor do Sol, ou a curiosidade de um amigo (ou até a de quatro delas se for o caso =p )? Eu abro com bastante prazer até.
Vejamos então o que move as pás deste moinho que é a minha imaginação.
Julgo que a principal causa provém do facto de a capacidade de escrever eloquentemente poder ser uma "arma" extremamente poderosa, capaz de deleitar ou comover quem lê e de dominar e empolgar quem me segue assiduamente. A escrita é uma forma de expressar organizadamente os pensamentos, escrevendo, apagando e reescrevendo, dando-me a conhecer a mim e às minhas ideias, pensamentos e sentimentos de uma forma não muito directa.
Fico-me por estas linhas por hoje, deixando a ideia de que, por norma, cada post meu faz referência a um(a) amigo(a) distinto. de uma forma mais ou menos directa.
1 comentário:
andas muito eloquente andré! ;)
Enviar um comentário