terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nesta Selva Urbana...


São caminhos sem fim, que se cruzam incessantemente, que conseguem desprover esta terra de vida. São as estradas de asfalto negro, ladeadas de paredes altas, que nos levam, num ziguezague constante, às entranhas desta inóspita selva urbana.
Este lugar geográfico, onde as sombras espreitam, prontas para tomar o lugar do Sol. Onde a riqueza e a pobreza coabitam de costas voltadas, ignorando-se e desprezando-se. Onde a Cultura e a Educação assistem, ao descalabro leviano que tomou de assalto um povo, pobre em moral e valores.
Lugar ermo, onde os que se pautam por valores morais, são membros de uma "velha guarda" esquecida e que se quer ignorada e sublevada a um papel secundário pelo poder instalado.
Volta Verde, estás perdoado, e trás contigo o Sol. Trás de volta a harmonia e o espírito da Terra.

(in, Palavras e um homem qualquer)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Fazes-me mal ao colesterol"

Estou, desde manhã, com vontade de escrever qualquer coisa antes de entrar no avião. No entanto a coisa não tem sido fácil e nada me ocorreu até me sair com a frase que serve de título a este artigo (sim, o termo "artigo" dá um ar mais sério à brincadeira que o vulgar"post").

Ontem viu a luz do dia um espaço virtual deveras interessante, que promete deixar muita gente com água na boca. Um "blog" de coisas boas, que não vai dar descanso ao meu colesterol. Pois olhem, temos pena, há-de aumentar até se fartar...
A julgar pelo primeiro "artigo"/receita, a autora aparenta ter jeito para a coisa. Óbvio que requer uma avaliação mais aprofundado, que dada a publicidade gratuita feita neste espaço de culto, espero já merecer. Dêem lá um pulinho e comprovem vocês próprios.

http://pontodperola.blogspot.com

E agora, com água na boca, sou invadido por temas sobre os quais escrever. Talvez seja este o truque para a minha fluidez literária. Claro que se me virem a rebolar já sabem quem responsabilizar...

Podia dizer alguma coisa sobre a actualidade, Passos Coelho chega-se à direita e assumindo claramente uma perspectiva capitalista de que este Estado socialista já necessita. Podia falar sobre o Benfica, o enorme Benfica, que contínua a mover multidões ao Seixal. Podia realmente escrever sobre imensas coisas de que agora me lembro, mas não, vou guardar-me para outro dia e deixar este artigo dedicado quase exclusivamente ao tema com que o comecei.

Óbvio que agora, não me posso ir deitar sem ir à padaria provar um bolinho. À falta de CreamCakes, chocolate...Colesterol, temos pena... É a despedida de Odivelas e da padaria, no dia em que finalmente vou passar uns dias a casa. Vemos-nos novamente, já noutras coordenadas.




sexta-feira, 2 de julho de 2010

Oh Yeah!!!

Rockin' in the Blogosfera ... ! (adaptação do tema da música de Neil Young)


Pois é gente, o artista está de volta ao circo.

É incrível como uma vida de estudante pode tirar a vontade de escrever. O ócio (cuja minha definição preferida, citando os dicionários de Língua Portuguesa, é "Ocupação agradável em momentos de folga." e nunca "preguiça" ou "malandrice"), leva-me frequentemente a um esquecimento conveniente do meu prazer pela escrita.
Tem-me faltado a inspiração, factor essencial ao devaneio literário. Causas prováveis?
"Je n'ai pas la moindre idée..." (como diria um qualquer cidadão "bleu"). Acho que simplesmente não me tem apetecido dedicar tempo à escrita e às artes plásticas. Trocar o precioso tempo em que posso estar a roçar o rabo nos sofás por um bocadinho de exercício mental, tem-se mostrado um negócio pouco rentável, acho eu. Mas como os sofás também se gastam, chegou a altura de voltar ao activo.

E o que se passa no meu mundo, quase seis meses depois do último "post" publicado? Exames, o que mais?! Aproximam-se as férias e o já merecido descanso, precedido pela sempre exaustiva época de exames que o IST nos reserva, como oferta em mais um final de ano lectivo.
E como corre? Corre como é tradição (acrescido de uma filha da putice medonha de alguns elementos do corpo docente), com uma falta de vontade de vontade de me sentar a estudar. Mas como a aflição se chegou para a questão nos últimos dias e em vias de vir a ter uma época de recurso ao estilo das corridas de NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing para os mais distraídos), sempre a fundo e no meio da confusão, começa-me a apetecer estudar loucamente.
Pois bem, que venha ela que eu cá a espero, pronto para sair triunfante ou todo entaladinho, de qualquer forma as probabilidades de correr bem são motivantes, 50% para cada lado não é mau de todo...



Não podia acabar este "post" sem dizer que este ano vou conseguir assistir aos concertos de duas bandas que influenciaram e continuam a influenciar o meu mundo musical, os Metallica, que me fizeram comprar uma guitarra eléctrica e "azocrinar" o juízo da minha querida mãe, e os Pearl Jam, para sempre imortalizados na minha memória pelos momentos vividos nos meus primeiros anos universitários, na companhia de dois grandes companheiros de viagem. Dia 10 de Julho no Optimus Alive 2010, arrisca-se a ser uma grande noite... Prepara-te Ana!!


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Roadtrip to Palm Springs!

Bons velhos tempos os que me ficam na memória de Ponta Delgada.
Acho que ainda nunca tinha reparado na forma como aqueles 3 anos me ficaram gravados no coração. De facto é preciso estar longe para perceber quanta falta nos fazem algumas coisas.
Esta "roadtrip to Palm Springs" fez-me recordar como é bom tar com os "duros", com os "mosqueteiros", com as "anormais" ou ser o "+1"...=)
Obrigado aos que fizeram parte desse grupo de amigos que criei nos últimos três anos:
Diogo, Freitas, Rebimbas, Kisa, Joana, Bia, PT, Xana, Carolina, Massinha, Rui, Pita, Marta Raquel, Sequeira, Reinaldo, Paulinha, Fátima, Mónica, Maciel, Pia, Inês e outros tantos que lá não estiveram desta vez...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


E cá estou eu, regressado a um espaço que é meu, após uma ausência não programada e de todo indesejada, provocada por forças superiores que dizimaram uma pequena componente do meu anterior portátil.

Volto diferente, desembrenhando-me dos obstáculos duma margem pantanosa, característica de mais uma cíclica fase maníaca de uma, tanto quanto sei, superficial bipolaridade. Um retorno com ansias de omnipresença e omnisciência, sedento de poder e popularidade, com sede de brilhantismo e virtuosismo, características que sempre acentaram bem num "eu" antigo.

Novamente em modo: "World Domination"!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



Numa era onde a escrita já não é o que era, onde a caneta de tinta da china, a caneta de bico, a esferográfica e o lápis são cada vez menos o elemento-chave. Onde a folha de um velho caderno, serve cada vez menos para dar asas à expressão do espirito. Onde o computador pessoal se afirma cada vez mais como principal agente de elaboração e até de dissiminação, fez-me pensar e divagar no porquê desta minha opção por deixar escrito o que penso, num espaço de acesso não restrito.

Hoje, ou ontem, consoante a noção de dia que queiramos adoptar, visto já ser mais hoje do que ontem agora que vos escrevo, uma certa garota que adoro, disse algo como "[...] escreves bem. mas não tento inferir coisas do que escreves [...]". A tal afirmação só posso responder que uma "cortina" se for fina, não tem necessariamente de tapar toda a luz do Sol, e funciona apenas como um filtro, contra a luz ou contra a "cusquice" alheia. E como qualquer outra cortina, só está fechada quando, ou para quem queremos. Quem não abre uma cortina de sua casa para entrar a luz e o calor do Sol, ou a curiosidade de um amigo (ou até a de quatro delas se for o caso =p )? Eu abro com bastante prazer até.

Vejamos então o que move as pás deste moinho que é a minha imaginação.

Julgo que a principal causa provém do facto de a capacidade de escrever eloquentemente poder ser uma "arma" extremamente poderosa, capaz de deleitar ou comover quem lê e de dominar e empolgar quem me segue assiduamente. A escrita é uma forma de expressar organizadamente os pensamentos, escrevendo, apagando e reescrevendo, dando-me a conhecer a mim e às minhas ideias, pensamentos e sentimentos de uma forma não muito directa.

Fico-me por estas linhas por hoje, deixando a ideia de que, por norma, cada post meu faz referência a um(a) amigo(a) distinto. de uma forma mais ou menos directa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


Era uma vez um menino, pequeno e inocente, que brincava todos os finais de tarde num pequeno jardim perto de sua casa, acompanhado sempre de perto pelo seu protector avô. Mas exemplo de que nem sempre os que nos amam e que amamos conseguem evitar que nos magoemos, o menino caiu, junto aos pés do seu avô.
Uma pequena esfoladela, foi o resultado. Um pequeno choro de quem pede atenção e mimo surge e o babado avô apressa-se a pegar nele ao colo. Choroso e mimoso, o pequeno pergunta:
- Avô, porque caímos?
O senhor, com um sorriso nos lábios e com uma imensa calma, responde simplesmente:

- Meu querido, nós caímos apenas para podermos aprender a como nos levantar...
Resposta directa, que o pequeno aceitou sem qualquer interrogação, afinal era o seu avô, aquele senhor de cabelos brancos que lho dizia. Para ele era o suficiente.
Que responderiamos nós? Eu, como homem das Físicas, poderia recorrer às experimentações de Isaac Newton para o fazer, afirmar que tudo se poderia explicar pelo simples facto de existir no Universo, uma força tal, que estabelece entre os corpos que o compõe uma atracção mútua, função da sua massa e da distância que separa esses corpos.
Mas vejamos que piada tem esta resposta. Diria eu que é enfadonha e técnica. Acabo por preferir a concisa resposta que o velho senhor deu ao pequeno. Para mim é suficiente=)
Fui feito para tombar, para que do tombo venha um reerguer. E por muito que caia, por muito que tombe, por muito que me façam cair, cá estarei, de novo erguido para que possam tentar de novo, até que um dia, quem o tente acabe por perder!!!